sábado, 4 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Soneto de sofrimento (sem regras de um soneto)
Até enquanto a vida habitar
Em mim, o último suspiro
O sangue correr pelas veias
Amarei você, digo e repito
A voz trêmula ficar
Ao declamar versos que digo
Pintar paixão nessas telas
Amarei você, digo e repito
Não se afaste meu amor não vá
Fique aqui só mais um pouco
Deixa meu coração acalmar
Que já estou ficando louco
Na locução do meu pensar
Deixa eu te amar de novo
AMOR
Algumas pessoas costumam dizer que amar é estar junto sempre, é jamais desistir de alguém que você ama, é nunca deixar ir alguém que você construiu um relação. Dizem que é fraqueza desistir de alguém e acreditam que se um relacionamento chega ao fim quer dizer que o amor acabou.
Eu concordo que amar é querer estar junto sempre, mas o amor é bem mais que isso, o amor é estar junto mesmo distante, entende? O amor é manter o respeito e a admiração por alguém que você amou mesmo que não estejam mais juntos. Amor é torcer pra que o outro alcance os seus objetivos, pra que consiga realizar os seus sonhos e planos mesmo que você não esteja mais lá pra presenciar isso. Amor é entender que o outro é livre pra escolher qual caminho seguir, e que devemos respeitar a sua liberdade.
Amor é se desprender de todas as amarras e cadeados que a gente costuma colocar no outro, é se desfazer de todas aquelas plaquinhas de marcação de território e de todos aqueles status que a gente costuma usar pra justificar que o amor só é mesmo amor enquanto o relacionamento está de pé. Amor é ter maturidade o suficiente pra entender que nem tudo é pra sempre, que o pra sempre às vezes chega ao fim, e devemos parar de considerar cada final como uma nova frustração.
Amor é aceitar quando as coisas perdem o sentido, é ser sensível o bastante pra entender quando você não cabe mais no outro, quando o outro não encaixa mais em você. Amor é ter a consciência de que o amar não existe apenas enquanto o outro está do lado, o amar deve permanecer principalmente quando o outro não está mais ao teu lado. É fácil amar enquanto o outro está dividindo uma cama contigo, difícil é admitir que existe amor quando o outro já tem ido e você consegue sentir que o outro dividiu muito mais que a cama com você, dividiu momentos, histórias, brigas e ensinamentos.
Amor é deixar o outro ir, e dizer isso talvez soe como uma facada no peito. Mas amor é isso, é sentir a facada no peito ao ver o outro indo e ainda assim admitir, com orgulho, que é amor, que continua sendo amor. Amor é ter maturidade o suficiente a ponto de sentir admiração, respeito, cumplicidade, carinho e principalmente amor pelo outro, é compreender quando a vida traça rumos diferentes, é saber o momento de ir embora ao invés de fingir que ainda faz sentido ficar, ficar por egoísmo, ser machucado e também machucar. Amor é ver o seu amor feliz distante de você que vê-lo infeliz ao teu lado.
Amar é saber a hora de desprender as mãos e ter maturidade pra continuar considerando os bons momentos. Amor é querer a felicidade do outro, mesmo que você não seja mais o motivo dela. Amar é jamais cuspir no prato que você comeu, é jamais maldizer o que você viveu com a outra pessoa. Amar é respirar fundo, e por mais que doa, é mergulhar dentro de si e conseguir enxergar o que valeu a pena.
Eu te amo tanto
Eu não queria desistir da gente, nem dos nossos sonhos, muito menos daquele futuro infinito que queríamos pra nós. Não queria desistir da casa que iríamos ter, nem das viagens que planejávamos fazer. Talvez cê nem saiba ao ler isso, mas eu queria mesmo te fazer sorrir bem mais do que te fiz. Eu queria mesmo ter escolhido ficar com você, ter sido mais caseira e voltado aquela nossa última noite pra dividir um cobertor contigo em vez de dizer: ''a gente se vê amanhã''.
Queria morrer, voltei a escrever :´(
Voltei a escrever por necessidade, quando eu escrevia eu era mais feliz, mais apaixonada, sei lá, eu mudei, mudei pra pior pessoa desse mundo e não quero ser esse monstro que me tornem em poucos meses. Eu não sou assim. Ontem foi o fim da minha vida, sim da minha felicidade, como alguém pode viver sem ser feliz? não quero mais essa vida. Na verdade o fim começou bem antes, sim bem antes. Começou quando um sentimento ruim tomou conta do me coração e cegou meus olhos pra realidade, me fazendo cometer coisas impuras que nunca pensei que faria. Sinto nojo e vergonha de mim mesma. Precisava voltar a escrever pra desabafar, se o sentimento de desgosto dói, o remoço destrói, corrompe. Precisei voltar a escrever para não cometer um loucura, por que acabar com minha vida é o que mais penso nesses últimos dias, mas sei que no fundo apesar de poucas, existem pessoas que me amam de verdade e aceitam meus erros. Se ainda continuo aqui não é por mim, só não quero causar mais sofrimento. Esses últimos 5 anos foram os mais felizes da minha vida, talvez eu não volte a ser tão feliz assim nunca mais. Só me resta viver essa vida, dar orgulho aos meus pais, fazer tudo certo, e ir vivendo até quando der. Assumo a culpa e a responsabilidade de todos os meus sofrimentos, se eu pudesse queria morrer queimada para purificar a minha alma de todo mal que eu fiz. Sei que alguma coisa em mim mudou novamente, eu não sou e nem quero mais ser a pessoa ruim que me tornei, porém nunca mais serei a mesma garota inocente, apaixonada, que ria e sorria com tudo, que era feliz e não soube como dar valor a essa felicidade. Eu tinha tudo nas mãos, eu era feliz de verdade, nunca pensei que fosse sofrer tanto assim. Aos 17 eu perdi algo que jamais esquecerei, queria ter morrido antes dos 17, talvez estivesse feliz em algum lugar que exista para os que morrem. Eu só queria formar uma família linda e feliz, mas a mentira é uma bola de neve que vai rolando e acumulando mais neve, vai crescendo, crescendo, e destruindo tudo. Espero agora o verão para que essa neve derreta e tudo fique mais transparente e feliz. O meu verão é lindo, tem olhos lindos e um coração puro. Já estou sem palavras, por que as lagrimas caem sem parar, eu não aprendi a perder, não imaginava que a dor da perda fosse tão intensa, capaz de te transformar em nada. Eu que sempre fui decidida, emponderada, sei lá, me vejo tão pequena, tão frágil, como se um abismo me puxasse para o fim da minha vida. Talvez eu esteja sendo egoísta, mas eu preferia a morte, talvez doesse menos, Não tenho mais o que falar, esse corpo que minha alma habita é só mais um predestinado a fazer tudo certo, seguir tudo como o planejado, mas sem felicidade, sem sorrisos, sem alegrias, sem filhos, sem ninguém. Talvez meu castigo seja esse, morrer sozinha e sem amor <3
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Contas
Eu andei fazendo as contas
Mas eu não usei as mãos
Caneta ou calculadora
Calculei com o coração
Juntei todos os pedaços
O que tinha que fazer
Eu fiz tudo bem certinho
Mas não deu pra resolver
Peguei todas as lembranças
Os momentos bons e ruins
Fiquei até sem esperança
Mas a vida é mesmo assim
Eu andei fazendo as contas
Foi a maior confusão
Não teve fórmula que resolve-se
Esta tremenda equação
Eu andei fazendo as contas
Viver sem você não dá não
Dor em poesia
Tentei transformar dor em poesia
Mas essa poesia só me lembra dor
Sofrimento que causei em vida
Loucura de magoar um grande amor
Agora me vejo aqui fazendo versos
Pra tentar transformar a solidão
Me perdendo em entrelinhas, paixão
Não pode ser confundida com amor
Se a paixão foi o sentimento que nós juntou
O amor só nos manteve juntos
E se a cada 1 ou 2 minutos
Eu tiver chorando pelo seu nome
Perdão amor meu não se engane
É remoço, arrependimento, é saudade
Pois você que ainda é minha metade
Comigo muito se decepcionou
Aceite meu versos de amor
Pois Ah se arrependimento matasse.
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